Terça, 18 de Junho de 2019
Política
Bolsonaro diz que não haverá
Imagem: Reprodução
Publicado em 03/01/2019

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (3) pelo Twitter que, no governo dele, "não haverá abandono de auxílio a qualquer indivíduo nas diretrizes de direitos humanos". Ele não mencionou na rede social nenhum episódio especifico que tenha motivado a declaração.

Nesta quarta-feira (2), gerou polêmica nas redes socias o fato de a Medida Provisória 870 , publicada na véspera em edição extra do "Diário Oficial da União", não ter deixado explícito que a população LGBTI faz parte das políticas e diretrizes destinadas à promoção dos direitos humanos, como constava anteriormente.

O texto da MP cita, especificamente, apenas os direitos "da mulher, da família, da criança e do adolescente, da juventude, do idoso, da pessoa com deficiência, da população negra, das minorias étnicas e sociais e do índio".

No mesmo dia, o recém-criado Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos divulgou uma nota na qual afirmava que, ao contrário do que havia sido veiculado em alguns meios de comunicação, a Diretoria de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais "será mantida, com a mesma estrutura, na Secretaria Nacional de Proteção Global" da pasta.

Na mensagem que publicou na tarde desta quinta no Twitter, Bolsonaro declarou que o trabalho de manutenção das diretrizes de direitos humanos caberá à Secretaria Nacional da Família, à Secretaria Nacional de Proteção Global e ao Conselho Nacional de Combate à Discriminação.

"Não haverá abandono de auxílio a qualquer indivíduo nas diretrizes de Direitos Humanos. A Secretaria Nacional da Família, Secretaria Nacional de Proteção Global e o Conselho Nacional de Combate à Discriminação ficarão responsáveis por este papel", escreveu o presidente na rede social.

Lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais poderiam estar dentro do item "minorias étnicas e sociais", mas a MP sobre o que constitui a área de competência do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos do novo governo não deixa isso claro.

Em outro post publicado na tarde desta quinta no Twitter, Bolsonaro escreveu que, "por muito tempo, muitos brasileiros foram usados como massa de manobra".
"Perderam sua valiosa individualidade para se tornarem objeto e fonte de renda de políticos. A mudança visa libertá-los da escravidão política a fim de devolvê-los o direito de representarem a si mesmos", afirmou o presidente da República, sem especificar à qual mudança estava se referindo.

'Menino veste azul e menina veste rosa'
A ministra da Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, voltou a gerar polêmica nesta quinta nas redes sociais por meio de um vídeo no qual afirma que o Brasil está em uma "nova era" em que "menino veste azul e menina veste rosa".

Ao final da fala, Damares foi aplaudida pelo público que a cercava em uma sala. Não é possível identificar o local. No início do vídeo, pessoas que acompanhavam a ministra pediram silêncio. "Deixa a ministra falar", afirma um dos presentes.

Por: G1
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