Quarta, 18 de Setembro de 2019
embaixador do turismo
Ronaldinho Gaúcho é nomeado embaixador do turismo mesmo com passaportes apreendidos
Imagem: Reprodução
Publicado em 06/09/2019

Escolha foi anunciada nesta quinta (5) pela Embratur. Ex-jogador teve documentos brasileiro e espanhol retidos após condenação por dano ambiental pela Justiça do Rio Grande do Sul.

O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho foi nomeado embaixador do turismo brasileiro pelo governo federal mesmo tendo os passaportes brasileiro e espanhol retidos pela Justiça e sendo proibido de renovar os documentos.

A escolha foi anunciada nesta quinta-feira (5) pela Embratur. Segundo o órgão, Ronaldinho é um voluntário e vai ajudar em campanhas de fomento ao turismo.

Na página oficial da Embratur, o ex-jogador disse que sua missão é "recuperar nossa imagem internacionalmente”. Ele, no entanto, não pode viajar para países que exijam passaporte.

Condenação
Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto de Assis, foram condenados em 2015 em um processo por dano ambiental na Justiça do Rio Grande do Sul e estão proibidos de deixar o país ou renovar os documentos até repararem os danos causados.

O caso envolve a construção ilegal de um trapiche, com plataforma de pesca e atracadouro, na orla do Guaíba, em Porto Alegre, em uma área de preservação permanente e sem licenciamento ambiental.

A apreensão dos passaportes de Ronaldinho e Assis foi determinada em novembro do ano passado, como forma de obrigar a família a pagar uma indenização que passava de R$ 8,5 milhões. O valor, atualizado no ano passado, está em cerca de R$ 9,5 milhões.

A defesa do ex-jogador recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), que, no último dia 2, manteve a decisão. O advogado de Ronaldinho, Sergio Queiroz, confirmou ao G1 que o passaporte do ex-jogador foi entregue à Justiça.

Outros embaixadores
Além de Ronaldinho Gaúcho foram nomeados embaixadores do turismo brasileiro o cantor Amado Batista, a dupla sertaneja Bruno & Marrone, o biólogo Richard Rasmussen e o lutador de jiu-jitsu Renzo Gracie.

Segundo a Embratur, trata-se de uma "demonstração de patriotismo e responsabilidade com o futuro do Brasil, sem qualquer interesse de financiamento, diferente do que ocorria com a classe nos governos anteriores".

Em nota enviada ao G1, a Embratur disse que as escolhas seguem critérios de popularidade e os escolhidos fazem o trabalho de forma voluntária. É esperado que eles divulguem o Brasil em suas redes sociais.

A expectativa da Embratur é que, ao final do governo Bolsonaro, o número de turistas internacionais no país dobre do atual número de 6 milhões anuais.

A autarquia enviou uma nova nota ao G1 nesta sexta-feira (6) mantendo a nomeação de Ronaldinho.

A Embratur disse que a apreensão dos passaportes trata-se de "uma questão pessoal" e que o ex-jogador "usará perfis de suas redes sociais, que tem mais de 100 milhões de seguidores" para postar conteúdo de divulgação do Brasil.

Por: G1
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