Sábado, 11 de Julho de 2020
Colunista
É preciso equilíbrio entre economia e saúde no combate ao Covid-19
Imagem: reprodução
Publicado em 24/05/2020

Vivemos tempos de incertezas que se evidenciam e assolam o dia a dia de cada brasileiro. Afinal, quem sabe quando cessará a pandemia ou como ficará a economia após todo esse conturbado contexto?

Infelizmente, milhares de vidas foram ceifadas e serão dizimadas pelo devastador Coronavírus. Deflagra-se o sistema de saúde agonizado e com sérios problemas como a falta de leitos, respiradores e EPIs.

Nem os mais preparados aguardavam uma crise de proporções catastróficas e de alta velocidade no mundo a exemplo da qual estamos enfrentando. Há motivos de sobra para preocupações. Contudo, é necessário um equilíbrio entre a economia e a saúde uma vez que são indissociáveis e são pilares de qualquer civilização responsável. Posto que, uma depende da outra para a sustentação do organograma social.

É oportuno não se olvidar que, os excessos de medidas que beiram ao radicalismo no presente pode gerar uma crise aguda no futuro derivada de uma recessão econômica de recuperação lenta e gradual. Racionalidade é preciso. As Vidas e o futuro fiscal do Brasil estão em jogo.

Em linhas gerais, em que pese o elevado grau de curados da Covid-19, os números divulgados por parte dos meios de comunicação em relação aos mortos e infectados aliada à crescente instabilidade política ocasionada pela disputa de poder entre as autoridades que comandam o país assustam a população. Desta maneira, não podemos ser guiados pela orquestra do medo, do pânico e da insegurança.

No que concerne à economia, não restam dúvidas que está em queda livre. Tendo em vista o número crescente de desempregados; empresas indo à falência, suspendendo os contratos de trabalho ou demitindo seus empregados; a oscilação negativa das bolsas de valores; o apagão no turismo, a perda da capacidade operacional e produtiva nos segmentos da indústria, do varejo e de serviços. Além disso, a parcela dos trabalhadores informais e autônomos foi atingida diretamente, estes que sofrem os reflexos do caos.

De acordo com previsão do Ministério da Economia, haverá uma retração de 4,7% do Produto Interno Bruto(PIB) do Brasil em 2020. Aprofundaremos ainda mais o déficit das contas públicas e aumentaremos a nossa dívida interna. Os cenários projetados são de estagnação econômica e desemprego. Além disso, cerca de 600 mil empresas no país estão com suas atividades suspensas aguardando o término do isolamento social e a retomada da economia.


Nesse passo, estamos diante de uma guerra e o nosso inimigo invisível tem um poder de destruir vidas e arruinar a economia. Nessa vereda, são necessárias medidas eficientes em conjunto, caminhando em um mesmo sentido nas esferas federal, estadual e municipal para amenizar os impactos negativos da crise. Saídas carecem ser apontadas baseadas na ciência, na razoabilidade e no bom senso. Estratégias devem ser revistas.

A fatura da COVID-19 contém mortos, desempregados e falidos. E não para de crescer. Está na hora de conter os danos com conciliação e não com divisões inócuas.

Salatiel dos Santos de Jesus Cruz
Acadêmico de Direito pela Universidade do Estado da Bahia- Campus XIX(Camaçari), estagiário de Direito nos Escritórios de advocacia MÜELLER ADVOGADOS E DRA. ALENILDES SILVA, pesquisador em mediação empresarial e gestão de empresas, e representante comercial do Grupo SOLPAC (energia solar).

Por: Salatiel dos Santos de Jesus Cruz
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