Terça, 22 de Setembro de 2020
Política
Olindina, onde a Covid no jogo político virou caso de polícia
Imagem: Reprodução
Publicado em 12/09/2020

Direto do Hospital São Rafael, em Salvador, onde está internado há 17 dias com Covid, o prefeito de Olindina, Wanderley Caldas (PP), postou vídeo aos conterrâneos agradecendo a solidariedade e as preces e avisando:

– Breve estarei de volta.

A questão é que ele ainda está internado e o afastamento criou um furdunço tão grande que a cidade está até hoje sem prefeito, e o imbróglio acabou na delegacia de polícia.

O caso: o vice, Carlos Ubaldino Filho, o Carlinhos (PSD), é inimigo do prefeito e candidato a vereador, se assumir, fica inelegível e, se renunciar, perde R$ 11 mil de salário, optou por uma terceira via, pedir afastamento da Câmara por 15 dias. Ontem a Câmara recusou por 8 a 4, e foi aí que a coisa se transformou em briga mesmo.

Notificação — Após o resultado da votação, o presidente da Câmara, Albérico Reis (PP), foi pessoalmente à casa de Carlinhos para notificá-lo da decisão. Quem o recebeu foi Carlos Ubaldino, pai, que não gostou, começou uma discussão e acabou em troca de sopapos.

Albérico também postou um vídeo, gravado ainda na porta da delegacia.

– Eu estava no exercício das minhas funções e fui agredido pelo ex-deputado Carlos Ubaldino. Me disse um bocado de coisa e depois me agrediu.

No mix de prefeitos baianos contaminados com Covid, o caso de Wanderley Caldas foi dos mais graves. Mas o desdobramento é único.

Boa notícia para Zito

E já que estamos falando em prefeito com Covid, Zito Barbosa (DEM), que segunda participou da convenção que o lançou para a reeleição em Barreiras e terça anunciou que estava com Covid, no Hospital da Bahia, onde está internado, recebeu boa notícia: a vice-prefeita Karlúcia Macedo (MDB), que perdeu o posto para o empresário Emerson Cardoso, disse que está de boa. Ou seja, firme e forte com Zito.

Se faz bem politicamente, também faz bem à saúde.

Cristiane em Conquista

A notícia de que a ex-deputada federal Cristiane Brasil, também prefeiturável no Rio de Janeiro, foi presa ontem acusada de ser a fada madrinha de uma das empresas beneficiárias num esquema de corrupção bombou forte nas redes em Vitória Conquista.

Ela é filha do ex-deputado Roberto Jefferson, ex-preso do mensalão, que esta semana chegou lá dizendo que o prefeito Herzem Gusmão (MDB) é o caminho para livrar a Bahia de Rui Costa e ACM Neto.

Codevasf fica maior no país

E por falar em distribuir simpatias, bateu bem a promulgação da lei, por Bolsonaro, que ampliou a área de abrangência da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) para toda a região amazônica e também Goiás e Pernambuco, além de mais todo o território baiano.

Com a nova lei, a Codevasf vai poder atender também às bacias dos rios Mucuri, Jequitinhonha e Pardo, hoje quase esquecidas.

Na festa de Bolsonaro no oeste só não teve político

Se o critério for alguma coisa na linha do palmas e vivas, Bolsonaro não tem do que se queixar da visita a São Desidério ontem, onde foi dar a ordem para o Exército concluir um trecho da Fiol, a segunda à Bahia nos últimos 50 dias, a quarta ao Nordeste.

Ao contrário de Campo Alegre de Lourdes, em que houve até briga para ver quem subia no palanque, em São Desidério, de políticos só havia os deputados federais Zé Rocha (PL) e João Roma (Republicanos). Políticos locais, zero. Por quê? Simples, este ano tem eleições, e os pré-candidatos ou candidatos são proibidos de aparecer em eventos, mesmo oficiais.

Mas o consenso é o de que Bolsonaro em si pouco influencia nas eleições na região.

Por: UOL
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