Quarta, 26 de Setembro de 2018
POLÍTICA
Temer não descarta outras intervenções federais na segurança
Imagem: Reprodução
Publicado em 27/02/2018

em citar Estados, o presidente Michel Temer (MDB) não descartou nesta terça-feira (27) a possibilidade de decretação de novas intervenções federais na segurança pública. Na posse do novo ministro da Segurança Pública, o emedebista disse que irá se reunir nesta quinta-feira (1º) com governadores do país para discutir medidas de redução da violência.

"Eu chamei os senhores governadores para fazermos uma reunião, e, pontualmente, vamos verificando caso a caso ", disse. Segundo ele, possíveis novas intervenções serão de responsabilidade da nova pasta, que foi assumida nesta terça-feira (27) pelo ministro Raul Jungmann.

Em discurso durante a cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente disse que o governo federal não atuará apenas no Rio de Janeiro, uma vez que uma ajuda federal é solicitada em todo o país. Para ele, a intervenção federal é "democrática" e "civil". O interventor escolhido, no entanto, é o general Braga Netto, um militar, assim como o novo secretário estadual de Segurança Pública.

"A intervenção é parcial e democrática, porque é amparada pela Constituição Federal. E é uma intervenção civil, que enaltece o diálogo e despreza o autoritarismo", disse. Ele afirmou ainda que não será possível "erradicar toda a insegurança do país de um dia para o outro" e pediu o engajamento da sociedade civil no controle da criminalidade.

No discurso, elogiou as Forças Armadas e disse que, além de combater a criminalidade, é preciso dar soluções aos problemas sociais nas comunidades do Rio de Janeiro. Ele afirmou que pediu estudos para a liberação de verba federal à cidade do Rio de Janeiro para investimentos nas favelas, solicitação feita nesta terçafeira (27) pelo prefeito Marcelo Crivella. Presente na cerimônia, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), rechaçou uma intervenção em seu Estado, que vem sofrendo com o aumento da criminalidade.

Segundo ele, a situação no Ceará "está sob controle". "Não há nenhum motivo ou justificativa para qualquer pensamento sequer sobre intervenção no Ceará", afirmou o senador. "Seria oportunismo eleitoral insistir nessa ideia", completou.

Por: Bocão news
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